Corpo e Movimento-Reflexão de Maria Leonor Sousa
Ao princípio, quando comecei a frequentar as aulas de Corpo e Movimento, entendi que não era uma disciplina assim tão fácil como me pareceu. Aprendi rapidamente que nesta disciplina tínhamos de ter capacidade de autoinvestigação e para a desenvolver-mos tínhamos de ser abertos a toda a liberdade de movimentos possível e, como nunca estive dentro do ramo do espetáculo de forma mais aprofundada, senti-me fora da minha zona de conforto, pois a ansiedade de parecer ridícula tomou conta de mim nas primeiras aulas. No entanto, á medida que fui aprendendo formas de soltar as articulações e a automassagear-me (o que fez com que ficasse mais relaxada), a regular o esforço em cada exercício, a alongar os músculos como deve ser e a desenvolver o meu vocabulário gestual, fui-me soltando mais e explorando mais movimentos, pois comecei a senti-los e a percebê-los. Até a automassagem dos músculos da cara me ensinou coisas que eu não sabia, porque antes não imaginava que para um ator conseguir criar uma determinada expressão tinha de fazer este procedimento. Comecei então a perceber o meu corpo e como ele funcionava.
Ao início não tinha perceção nenhuma dos meus movimentos ou onde estava situado o meu corpo. Mas com a aplicação do pré-movimento em cada aula, aprendi a colocar a carga expressiva necessária para cada movimento que fazia e percebi como é que cada músculo funcionava cada vez que o mexia. Vi como me podia orientar no espaço em que estava com o movimento excêntrico, que me ensinou que para os erros(os desequilíbrios) havia uma solução(a estabilização do movimento), algo que me deixou mais á vontade para explorar a forma como o meu corpo mexia e a gravidade onde me encontrava.
Ao início não tinha perceção nenhuma dos meus movimentos ou onde estava situado o meu corpo. Mas com a aplicação do pré-movimento em cada aula, aprendi a colocar a carga expressiva necessária para cada movimento que fazia e percebi como é que cada músculo funcionava cada vez que o mexia. Vi como me podia orientar no espaço em que estava com o movimento excêntrico, que me ensinou que para os erros(os desequilíbrios) havia uma solução(a estabilização do movimento), algo que me deixou mais á vontade para explorar a forma como o meu corpo mexia e a gravidade onde me encontrava.
Entender os vetores ósseos ensinou-me a posicionar-me como deve ser nas aulas, quando a professora
nos mandava fazer a saudação ao sol por exemplo, ou quando fazíamos alongamentos. Antes não ligava a nada disso, mas depois quando vi a forma como eles influenciavam a construção das posições, a respiração e a força exercida reparei numa mudança notável de imagem.



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