Aprender a voar- José Ferreira


 

Aprender a voar

 

 

 

Quando as aulas começaram eu achei que as aulas de corpo e movimento eram muito parecidas as aulas de improvisação. Havia muitos exercícios semelhantes e sinceramente isso não me agradava muito, porque eu simplesmente estava à espera de outra coisa. Eu acho que tenho uma enorme dificuldade em criar estética no movimento, e isso era uma coisa que me deixava um pouco de pé atras quando entrava nas aulas de corpo e movimento. Essa é a maior razão de eu fechar os olhos durante os exercícios, porque eu ficava-me somente naquilo que eu sentia, e isso trazia problemas quanto a expressividade e ainda piorava mais a estética, mas era um mecanismo de autodefesa, que o meu corpo fazia involuntariamente, porque muitas vezes eu nem notava que estava de olhos fechados.

Uma das coisas que eu achei mais importante durante os exercícios eram a fluidez, eu diria que um exercício fluido ajuda bastante tanto quanto a estética como também na expressão e muitas vezes eu achava difícil criar algo fluido. Isto pode ser porque não me lembro o que vou fazer a seguir ou porque há obstáculos a minha frente que eu por estar de olhos fechados só reparava quando era tarde demais, e tinha que para imediatamente, quebrando a fluidez dos exercícios.

 


 


Quando eu começava a fazer os exercícios outra coisa que me fazia perder o controlo deles era o equilíbrio, que acho que neste momento é um problema que já não é problema. Uma coisa que a professora me ensinou e que dou muito valor é a capacidade de usar os nossos pontos fracos a nosso favor, e isto aplica-se muito bem ao desequilíbrio, porque eu comecei a usar o desequilíbrio a meu favor, claro que ainda não masterizei a técnica mas acho que fiz uma grande evolução nesse aspeto.

 Eu sinto que houve vezes que consegui ultrapassar estes obstáculos porque simplesmente o meu estado espírito tinha mudado, e sinto que uma dessas vezes foi quando fizemos o ensaio da aula aberta nos leões, eu achei mesmo muito divertida essa aula, e sinto que isso pode ter mudado o meu desempenho nos exercícios.

Agora que delimitei uns pontos fracos poderei melhorá-los.

 


 

 

Em particularmente sobre as aulas eu achei as muito divertidas quando a professora colocava a música do “caracol” e quando fazíamos o “kininana”, e também foi a partir dai que eu comecei mesmo a sentir alguma evolução em mim, porque simplesmente sentia me mais solto, mais livre. Eu repito e volto a repetir, que uma das coisas que a professora Renata tenta melhor passar nas suas aulas é o bem-estar, a oportunidade de errar, e de voltar a tentar, porque só assim se pode alcançar um bom sucesso.

Quanto a minha evolução eu senti que estava constantemente a aprender, e sinto que ainda há muito para a prender, sinto também que a minha jornada acabou de começar.

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