Expressividade do corpo contida na fotografia-Jade

 Acordar os sentidos , sentir uma ligação com a terra, partilhar os meus reflexos com o exterior. Saudar o sol e em simultâneo sentir o cheiro da relva molhada. Levantar-me e alongar-me de dentro para fora. Inspirar e expirar compassadamente. Todos estes e outros movimentos e sensações que me libertaram do mundo coloquial e me levaram à sensibilidade física me levaram à expressão corporal discriminada na imagem que foi capturada durante o ensaio de “emoções sem máscaras”.


“Mindfulness movement” é a expressão que utilizaria para descrever o trabalho desenvolvido na classe da professora Renata sendo que o valor dado ao respirar do corpo e o respeito a este foram fatores decisivos no que toca ao desenvolvimento da consciência locomotora. Caminhar ou correr conscientemente, alongar, enraizar entre outros  exercícios ajudaram-me a ter mais consciência do meu corpo, consequentemente tornou-se mais fácil usa-lo para me expressar de uma forma livre e saudável. Na fotografia é evidente o meu estado de abstração, estado este completamente oposto à minha postura quotidiana do que tenho uma grande tendência para tensionar os ombros e  tensionar o maxilar.

No dia do ensaio a consciência corporal  ajudou-me a desfrutar dos momentos em que me pude conectar com o exterior. A música o vento e até o contacto com alguns colegas conseguiram proporcionar-me uma explosão de energia que me permitiu caminhar, esticar, relaxar e sentir um pouco mais. Este estado de alerta combinado com a paz do sentir o corpo e sentir os estímulos musicais deram origem a uma expressão corporal que me fez sentir confortável, diria mesmo em casa. 

Tornar-me mais consciente do meu corpo  ajuda-me a navegar pelas minhas ideias e sensações. A prática do movimento como forma artística propicia-me uma “mindfulness” que serve como uma base sólida para todas as emoções que tenho intenção de demonstrar. Esta base tem como subadjacente a consciência do respirar e a sensibilidade intencional, elementos de durante o desenvolvimento das “emoções sem máscaras” pretendi dar especial relevo.

Concluo então expondo a ideia de que a consciência corporal e a escuta activa dos reflexos do nosso corpo tanto durante a performance (como foi o caso) como durante o dia a dia nos permitem alcançar metas expressivas assim como nos pode ajudar a melhorar a nossa qualidade de vida.

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