Expressividade do Corpo contida na fotografia-Alexandra Rodrigues
Sempre me senti pouco à vontade em mostrar o meu corpo em movimento. Por mais que gostasse de dançar sempre tive receio de fazê-lo em público.
Tudo mudou quando comecei a ter noção da qualidade que os movimentos criados por mim tinham ou poderiam vir a ter. Não há visão mais bonita do que a de um corpo a criar a sua própria história, e foi isso que eu senti nesta performance.
Inicialmente sentia-me retraída, não tinha percebido a intenção do exercício inicial da sequência que viemos a criar, e só depois percebi que poderia usar isso para experimentar e deixar-me levar pela imaginação.
O meu corpo sentiu, a minha mente viveu, e eu fui livre.
Desde a sensação do meu corpo a tocar na relva, do toque que fui trocando comigo mesma pra conhecer os cantos do meu corpo e da melodia que fez com que me libertasse de qualquer inibição criada no início do meu processo.
A minha parte favorita foi olhar em redor, aliás, nem precisei de olhar para sentir que toda a minha turma estava conectada, unida, livre, feliz. Cada um com o seu tempo foi descobrindo o que fazer com ele e o seu corpo, e essa é a beleza de tudo.
Nesta fotografia é exatamente isso que eu sinto, liberdade. Por mais que esteja no chão e possa parecer retraída, há sempre beleza nisso e na verdade nunca me senti mais eu mesma do que aí.


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