Expressividade do Corpo Contida na Fotografia - Carolina Miranda
Escolhi esta foto de entre as outras fotografias a mim tiradas pois acho que é a que melhor me representa não só no momento em que foi tirada mas no geral.
Eu
sempre fui uma pessoa com muitas limitações psicológicas no que toca ao meu
corpo e aos movimentos por ele produzidos. Sempre fui uma pessoa que gostava de
dançar, mexer e divertir mas em privado, por vergonha, medo e várias
experiências vivenciadas no passado.
No
entanto, este ano comecei um processo de aceitação do meu corpo e de mim mesma
tal como sou, e posso dizer que esta cadeira teve imensa importância nesse
processo.
Muitas
aulas ao longo destes últimos meses foram muito importantes para me começar a
sentir à vontade a dançar e fazer movimentos mais extravagantes em frente a
outras pessoas, que no início eram completos desconhecidos e atualmente são
pessoas na qual me sinto à vontade em aula. Em particular a aula de terça teve
uma importância especial, pois não só era um ensaio geral para uma apresentação
que eu estava muito animada para fazer, como também foi um dos momentos mais
libertadores que tive desde que cheguei a Évora, senti me livre, feliz,
conseguia-se sentir uma conexão com toda a turma e todo o esforço e trabalho
árduo fez com que todos estivéssemos em sintonia.
Nesta
foto podemos ver-me a tentar a chegar a algo ou alguém que se encontra fora do
meu alcance e sempre a visualizar o meu objetivo, eu acho que é isso também que
os exercícios representavam, a dependência dos outros nestes tempos difíceis e
a incapacidade de alcançá-los.


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