Expressividade do Corpo contida na fotografia-Deka Saimor


Sempre ouvi dizer que no Teatro somos instrumentos e instrumentistas da nossa própria criação, e nas aulas de corpo e movimento sentia exatamente esta sensação. A capacidade que temos de criar movimentos através de estímulos sonoros, visuais e pontos de ligação com a pele e tê-la, ao mesmo tempo, como ferramenta de criação foi uma das experiências mais admiráveis que tive.

Escolhi esta foto por duas razões, primeiro por estar pela primeira vez em contacto com a relva a fazer um exercício. A experiência de estar ao ar livre, ao invés de estar numa sala comum de ensaios, a movimentar o meu corpo, com os elementos da natureza ao redor proporciona sensações inéditas, o que me concedeu também emoções e sentimentos múltiplos.

E a segunda razão, deve-se à posição de estar de cabeça para baixo, pois define exatamente a forma como sinto diante de todo o processo de apresentação e ter de adiar, devido a pandemia, o que construímos juntos.

Mas creio que quando isto tudo passar possamos nos reencontrar e retomar as aulas e podermos estar de novo todos juntos.

 


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